O que é?
A castração consiste em uma esterilização cirúrgica de animais, tanto de machos quanto de fêmeas. Esse procedimento envolve a ovariohisterectomia – retirada do útero e ovários, em fêmeas e orquiectomia – retirada dos testículos, em machos.
Benefícios da Castração
A castração, tanto em machos quanto em fêmeas, previne uma série de doenças e problemas comportamentais, além de maior longevidade e com qualidade de vida.
A castração de fêmeas evita cios; acasalamentos indesejáveis; câncer em glândulas mamárias na fase adulta entre outros – fêmeas castradas antes do primeiro estro (cio) tem o risco reduzido para 0,5%, esse risco tende a aumentar quanto mais tarde a fêmea for castrada e após 2 anos e meio de idade a castração deixa de proteger quanto ao desenvolvimento de neoplasia mamárias; piometra - infecção uterina; "gravidez psicológica" e suas conseqüências como infecção das mamas; perpetuação de doenças genéticas hereditárias, como displasia coxofemoral, entre outras; controle populacional ajudando a reduzir o número de cães abandonados.
A castração de machos evita tumores de próstata e testículos; agressividade por motivação sexual; fugas; que os cães fiquem “agarrando” pernas, braços, objetos; demarcação de território (quando castrado antes de 1 ano de idade); perpetuação de doenças genéticas hereditárias; controle populacional ajudando a reduzir o número de cães abandonados.
Castração Precoce
Quando a cirurgia de castração é realizada em animais sexualmente imaturos, por volta de 8 a 16 semanas de vida, sendo o pós cirúrgico mais rápido e tranquilo. É uma prática cada vez mais comum no exterior e esperamos que aqui também o seja.
Considerações
É comprovado cientificamente que animais castrados vivem em média 3 anos a mais do que animais não castrados.
Obesidade: A castração pode causar aumento do apetite. Observa-se que animais castrados antes de completar 1 ano de idade, apresentam menos sinais de aumento de apetite e menor tendência a se tornarem obesos. A obesidade pós castração é causada, na maioria das vezes, pelo dono, por isso controlando a alimentação de seu cão ele não ficará obeso.
Cirurgia cruel: É uma cirurgia simples e rápida e o pós-operatório bastante tranquilo, principalmente em animais jovens. Não há nenhuma consequência maléfica para o animal que continuará a ter vida normal.
Problemas de pele: Não há nenhum estudo que comprove a relação entre a cirurgia e o desenvolvimento de dermatites ou queda de pêlo.
Retardo no crescimento: Embora não sejam essenciais, os hormônios sexuais influenciam o crescimento, manutenção e envelhecimento do esqueleto, e constatou-se que a castração precoce atrasa o fechamento das epífises ósseas, ou seja, o animal castrado tem uma estatura ligeiramente maior do que teria se não fosse castrado; mas isso não traz nenhum malefício.
Problemas urinários: Podem ocorrer tanto em cadelas castradas quanto em não castradas, com relação à incontinência urinária, pois vários problemas anatômicos e fisiológicos estão associados ao problema.
Castração química: Consiste numa injeção intratesticular de algumas substâncias que provocam necrose das células testiculares, fibrose e consequentemente, esterilidade. É uma técnica utilizada apenas em machos e sua eficácia restringe-se ao controle populacional, pois o cão fica estéril, mas ainda produz testosterona e, portanto, esse procedimento não evita agressividade, marcação de território, interesse sexual, entre outros.
É errôneo pensar que os animais precisam acasalar para serem saudáveis e/ou felizes.
As fêmeas não precisam ter filhotes para evitar doenças.
A castração é um ato de amor.
Referências:
1 – Cláudia SF, Carlos RD. Neoplasias mamárias em cadelas: influência hormonal e efeitos da ovário-histerectomia. Ciência Rural, v.30, n.4, p.731-735, 2000.
2 – Henri DLB, Maurício AT, Eduardo FB, Maria AL. Expectativa de vida e causas de morte em cães na área metropolitana de São Paulo (Brasil). Ciência Rural, v.37, n.4, p.1021-1026, 2007.
3 – Margaret RK. Determining the best age at wich to spay or neuter: an evidence based analysis. Discoveries. 2008.
4 – Roney M, Rafael SV. Ovsariosalpingohisterectomia em cadelas e gatas – proposta de novos procedimentos. Redevet. [Acesso em 2009 Mai 7] Disponível em: http://www.redevet.com.br/artigos/osh1.htm