07.02.08 - Doenças Transmitidas por Carrapatos – Parte II
Em nosso Fala Doutor iremos dissertar resumidamente sobre a Babesiose também conhecida por Piroplasmose ou Nambuivú.
BABESIOSE
Trata-se de uma enfermidade parasitária de características hemolíticas, transmitida por carrapato infectado, da espécie Rhipicephalus sanguineus (seu hospedeiro e principal transmissor).
A Babesiose causa anemia em decorrência da infecção das hemácias por hematozoários do gênero Babesia spp, sendo a Babesia canis e a Babesia gibsoni as duas espécies capazes de infectar o cão, e a gravidade dos sintomas clínicos, bem como o comprometimento dos órgãos, dependem da intensidade da hemólise promovida pelo hemoparasita, da patogenicidade da cepa envolvida, e de características de susceptibilidade relacionadas ao hospedeiro.
1 – Agente Etiológico
Trata-se de um parasita que vive no interior da célula sanguínea, principalmente hemáceas, e que se reproduz assexuadamente. Pode-se encontrar dois, quatro ou mais parasitas em uma única célula.
As células sanguíneas infectadas rompem-se e liberam parasitas que irão se alojar em novas células.
2 – Transmissão
A transmissão ocorre através da inoculação de sangue proveniente de um cão contaminado para um cão sadio, por intermédio do carrapato.
A doença não é transmitida para o ser humano.
3 – Patogenia da Infecção
A sintomatologia pode variar de acordo com o tipo do parasita, o grau de infecção e as condições do sistema imunológico do cão.
Fase Aguda: na maioria dos casos é diagnosticada anemia hemolítica, devido ao rompimento de hemácias (hemólise).
Quando um grande número de células se rompem ao mesmo tempo pode ocorrer febre, emese, hiporexia, diarréia, icterícia e insuficiência renal.
Sangramentos como a rinorragia (sangramento nasal) podem ocorrer devido ao distúrbio de coagulação causado pela enfermidade. Lesões cutâneas também podem aparecer.
Ocasionalmente, células infectadas podem obstruir pequenos vasos sanguíneos e causar anormalidades no sistema nervoso e fraqueza muscular.
Fase Crônica: repetidas febres e total perda de apetite.
4 – Diagnóstico
O diagnóstico é baseado em sinais clínicos como: letargia, abatimento, febre, urina escura (cor de café) e mucosas amareladas ou esbranquiçadas, devendo ser confirmado através de testes laboratoriais por meio de esfregaços sanguíneos corados, onde será observada a presença do parasita intracelular.
5 – Tratamento
Baseia-se no combate ao parasito e na recuperação das desordens causadas pela doença.
Em alguns casos faz-se necessária a transfusão sangüínea, quando o quadro de anemia é severa.
Procure sempre um veterinário.
6 – Profilaxia
O controle do carrapato é de extrema importância, pois o cão fica curado, mas nada impede que adquira a doença se for novamente picado por um carrapato contaminado.